SISTEMA DE DETECÇÃO DE FUMAÇA E ALARME DE INCÊNDIO – ENDEREÇÁVEL OU CONVENCIONAL ABNT NBR 17240/2010 / ABNT NBR 11836

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A proposta conceitual dos Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio é detectar o fogo em seu estágio inicial, a fim de possibilitar o abandono rápido e seguro dos ocupantes do edifício e iniciar as ações de combate ao fogo, evitando assim a perda de vidas, do patrimônio e também evitar contaminação do meio ambiente.

Um sistema de alarme de incêndio possui três elementos básicos dentro do conceito operacional do sistema, que podemos descrevê-los como detecção, processamento e aviso.

O primeiro elemento (detecção) é a parte do sistema que “percebe” (detecta) o incêndio. Aqui podemos chamá-los de sensores (Detector de Fumaça, Calor, Chama, Gás, etc…) ou dispositivos de acionamento manual (Botoeiras).

O segundo elemento envolve o processamento do sinal dos diversos tipos de detectores de incêndio ou acionadores manuais, que enviam o sinal de detecção de incêndio do local do fogo até um painel (Central de Incêndio).

Por último, a Central de Incêndio ativa o aviso por meio de sinalização visual e/ou sonora (Sirenes, Estrobos, etc…), com o objetivo de alertar os ocupantes e também acionar dispositivos auxiliares para operação de outros sistemas (Abertura de Portas, Sistemas de Alarme, etc…) . Como por exemplo:

Sinalização Visual e/ou Sonora:

  • Acionar Sinais Sonoros (Sirenes, Buzzers, etc…) · Acionar sinais luminosos (Estrobos, Lâmpadas, Leds, etc…)

Sinalização com Dispositivos Específicos:

  • Acionar Sistema de Controle de Fumaça
  • Acionar Pressurização das Escadas
  • Acionar Válvulas de Jatos D’água (Sprinklers)
  • Acionar Abertura e Fechamento de Portas
  • Acionar Elevadores ao Piso de Descarga

Sinalização com Integração com Equipamentos : 

  • Acionar Zonas de Centrais de Alarme
  • Acionar Comunicação TCP/IP (Módulos de Transmissão Próprios do Fabricante da Central)

A detecção de um incêndio ocorre por intermédio dos fenômenos físicos primários e secundários de uma combustão.

Tipos de Fenômenos Físicos Primários:

  • A radiação (visível e invisível) da chama aberta
  • A variação de temperatura do ambiente devido a um incêndio

Tipos de Fenômenos Físicos Secundários:

  • A produção de fumaça
  • A produção de fuligem

Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio :

Conjunto de equipamentos destinados a gerar um alarme ou uma ação automática de extinção quando um de seus componentes atuar em função da presença de um incêndio.

 Central de Detecção e Alarme de Incêndio:

Equipamento destinado a processar os sinais provenientes dos circuitos de detecção e alarme, convertendo-os em indicações (informações) adequadas, bem como a comandar e controlar os demais componentes do sistema (sirenes, estrobos, dispositivos de combate a incêndio, abertura de portas, integração com zonas de centrais de alarme, etc…) . 

Detectores

Os detectores são projetados para agirem em pontos estratégicos, fixos, com abrangência de uma área de atuação predeterminada. O detector é um ponto fixo e imóvel dentro dessa área. A fumaça ou calor produzido no ambiente deverá passar por ele para sensibilizá-lo. Caso exista uma corrente de ar no local (ar-condicionado por exemplo), pode haver um deslocamento contrário da fumaça ou do calor em sentido oposto ao detector, assim não ficará sensibilizado e o alarme não se produzirá no tempo esperado. 

Acionadores Manuais

São dispositivos usados para iniciar o alarme de forma manual. Devem ser instalados em locais de trânsito de pessoas (halls, corredores, junto às saídas de ambientes, circulações em geral), de forma a facilitar sua localização e acionamento. Os acionadores manuais devem conter instruções de operação impressas em português no próprio corpo, de forma clara e em lugar facilmente visível. Devem conter dispositivo que dificulte o acionamento acidental, porém facilmente destrutível no caso de operação intencional. Os acionadores mais usados são: 

  1. a) tipo “quebre o vidro”, em que ao se pressionar o vidro ou outro material flexível transparente de proteção acione o alarme, informando o evento à central.
  2. b) acionador de “dupla ação”, no qual se retira (ou quebra-se) primeiramente uma proteção externa transparente em forma de tampa e então se aciona a a lavanca do alarme pressionando-a para baixo. Circuito de Detecção ou “Laço” Circuito no qual estão instalados os detectores automáticos, acionadores manuais ou quaisquer outros tipos de sensores pertencentes ao sistema :
  • Circuito de Detecção ou “Laço” Classe A Todo circuito no qual existe a fiação de retorno à central (laço de ida e volta – circuito redundante). Nota: Recomenda-se que o circuito de retorno à central tenha trajeto distinto daquele da central proveniente.
  • Circuito de Detecção ou “Laço” Classe B Todo circuito no qual não existe a fiação de retorno à central (fios saem da central para os dispositivos e não voltam para fechar um laço).

Tipos de Sistemas

  • Sistema Convencional e Sistema Endereçável.

 Sistema Convencional

Foram os primeiros a surgirem no mercado. Possuem sistema bem simples e por isso suas informações são bem limitadas. Geram informações baseadas na transmissão de níveis de tensão. Os níveis de informações geradas na central limitam -se basicamente a quatro situações: operação normal, alarme, falha e circuito aberto (ou em curto). Não possui CPU (processador dos sinais enviados pelos dispositivos – detectores e acionadores manuais).

Sistema Endereçável

Cada dispositivo (Detectores e Acionadores Manuais) possui um código de endereçamento, ou seja, possui um “endereço” próprio. Estes “endereços” são configurados na Central de Incêndio através de um aparelho chamado “programador”. As informações programadas são processadas em uma CPU que, por sua vez, reconhece o código do dispositivo acionado e disponibiliza na central a exata localização do ponto alarmado, ou seja, por meio da modulação de sinais (codificação) passa a existir uma comunicação entre central e o equipamento remoto (de tectores; acionadores manuais; módulos de supervisão e comando etc.). Assim a sua localização precisa na edificação se torna possível, uma vez conhecido o endereço sabe -se exatamente o local da edificação onde há o possível princípio de incêndio. A CPU controla todo o sistema e mostra as informações por meio de LCD (visor de cristal líquido).

  Tipos de Detectores e Acionadores Manuais Detectores de fumaça

  • Tipo óptico:

Baseado em uma câmara escura complementada com um emissor e um receptor que detectam a presença de partículas de fumaça em seu interior, seja por reflexão da luz ou por obscurecimento. Utilizados em ambientes no qual, num princípio de incêndio, haja expectativa de formação de fumaça antes da deflagração do incêndio propriamente dito. Recomendado em fogo de desenvolvimento lento. Exemplo: locais com presença de madeira, papel, tecidos e outros.

  • Tipo iônico:

Atua mediante a presença de produtos de combustão visíveis ou invisíveis. Os detectores iônicos possuem duas câmeras ionizadas por uma fonte com baixo poder radioativo, sendo uma câmara de referência e outra de análise. Utilizados em ambientes em que, num princípio de incêndio, haja formação de combustão, mesmo invisível, ou fumaça, antes da deflagração do incêndio propriamente dito, locais com possível desenvolvimento rápido do fogo e alta liberação de energia. Exemplo: locais com presença de inflamáveis.

Detectores de Temperatura (Calor)

Os detectores térmicos são instalados em ambientes nos quais a ultrapassagem de determinada temperatura indique seguramente um princípio de incêndio. Indicados para fogo com elevação de temperatura (quando a temperatura alcança um nível fixo). Indicados para sala de geradores, casa de máquinas, transformadores entre outros.

Detectores Termovelocimétricos (Detector Dual de Temperatura)

Os detectores termovelocimétricos atuam por meio de gradiente de temperatura, respondendo a uma elevação brusca de temperatura em pouco espaço de tempo ou quando essa temperatura atinge um valor predeterminado. Sua aplicação está espe cificamente indicada para incêndio que se inicia com uma elevação brusca de temperatura. Indicados também para locais onde não é conveniente utilizar detectores de fumaça, por exemplo: cozinha, lavanderias, garagem entre outros.

Detectores Lineares

Os detectores lineares são destinados a atuar quando ocorre a presença de partículas e/ou gases, visíveis ou não, e de produtos de combustão, ou a v riação anormal de temperatura ao largo da linha imaginária de detecção. O detector se compõe de duas peças básicas, transmissor e receptor. O transmissor projeta luz infravermelha até um receptor, que, por sua vez, converte o feixe de luz em um sinal elétrico. Indicados para locais onde não é possível realizar detecção pontual (locais com grandes alturas e locais abertos).

Detectores de Chama (Ultra-Violeta)

Os detectores de chama possuem dispositivo que indica a presença de partículas sólidas, vapores e/ou gases que compõem a fumaça de chamas. São utilizados em ambientes nos quais a chama é o primeiro indício de fogo. O sensor de chama é sensível aos raios ultravioletas presentes na chama do fogo. Por suas características de projeto, esse detector discrimina outras formas de raios, sendo, portanto, imune à luz natural. Recomenda -se que o detector de chama tenha dispositivo que indique sujeira na lente, necessitando limpeza. Indicados para áreas nas quais uma chama possa ocorrer rapidamente, tais como hangares, áreas de produção petroquímica, áreas de armazenagem e transferência, instalações de gás natural, cabines de pintura, solventes entre outros.

Detectores por Aspiração

Detectores que agem colhendo amostras do ar por meio de tubulação (com furos programados) distribuída no ambiente a ser protegido e conduzindo as amostras do ar constantemente até uma câmara para ser analisadas. Um filtro na en trada da câmara não permite que partículas de poeira em suspensão possam causar alarmes falsos. A tubulação abrange uma área como se fosse um laço com detectores convencionais (vinte detectores). Indicados para salas com equipamentos elétricos, salas de telecomunicação, CPD, museus, catedrais, salas frigoríficas entre outros. 

Acionadores Manuais

São dispositivos usados para iniciar o alarme de forma manual. Devem ser instalados em locais de trânsito de pessoas (halls, corredores, junto às saídas de ambient es, circulações em geral), de forma a facilitar sua localização e acionamento. Os acionadores manuais devem conter instruções de operação impressas em português no próprio corpo, de forma clara e em lugar facilmente visível. Devem conter dispositivo que dificulte o acionamento acidental, porém facilmente destrutível no caso de operação intencional.

Os acionadores mais usados são:

  1. Tipo “quebre o vidro”, em que ao se pressionar o vidro ou outro material flexível transparente de proteção fecha – se o circuito, informando o evento à central.
  1. Acionador de “dupla ação”, no qual se retira (ou quebra-se) primeiramente uma proteção externa transparente em forma de tampa e então aciona-se a alavanca do alarme pressionando-a para baixo.

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