PARA RAIOS – SPDA – SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS ABNT NBR 5419

spda-1

SISTEMAS EXISTENTES:
Atualmente existem três métodos de dimensionamento:
1) Método Franklin, porém com limitações em função da altura e do Nível de proteção (ver tabela)
2) Método Gaiola de Faraday ou Malha.
3) Método da Esfera Rolante, Eletrogeométrico ou Esfera Fictícia
O método Franklin, devido as suas limitações impostas pela norma passa a ser cada vez menos usado em edifícios sendo ideal para edificações de pequeno porte.
O método da esfera Rolante é o mais recente dos três acima mencionados e consiste em fazer rolar uma esfera, por toda a edificação. Esta esfera terá um raio definido em função do Nível de Proteção. Os locais onde a esfera tocar a edificação são os locais mais expostos a descargas.
Resumindo, poderemos dizer que os locais onde a esfera tocar, o raio também pode tocar, devendo estes serem protegidos por elementos metálicos (captores Franklim ou condutores metálicos).

ELEMENTOS QUE COMPÕEM UM SISTEMA DE PROTEÇÃO:
Captação:
Tem como função receber as descargas que incidam sobre o topo da edificação e distribuí-las pelas descidas.
É composta por elementos metálicos, normalmente mastros ou condutores metálicos devidamente dimensionados.

Ao projetar a captação o primeiro passo consiste em distribuir condutores metálicos pela periferia da edificação, com fechamentos de acordo com a tabela, distribuindo as descidas também de acordo com a tabela . Deverá ser dada preferência para as quinas da edificação.

0 uso de mastros com captores Franklin em prédios altos, visam a proteção localizada de antenas e outra estruturas existentes no topo da edificação devendo o prédio ser protegido pelos cabos que compõem a malha da Gaiola de Faraday.As edificações com altura superior a 10 metros, deverão possuir no subsistema de captação, um condutor periférico em forma de anel, contornando toda a cobertura e afastado no máximo a 0,5m da borda.

Descidas:

Recebem as correntes distribuídas pela captação encaminhando-as rapidamente para o solo. Para edificações com altura superior a 20 metros tem também a função de receber descargas laterais, assumindo neste caso a função de captação devendo os condutores ser dimensionados como tal.No nível do solo as descidas deverão ser interligadas com cabo de cobre nu # 50 mm2.As descidas deverão ser distribuídas ao longo do perímetro do prédio, de acordo com o nível de proteção (tabela1) com preferência para os cantos. Este espaçamento deverá ser médio e sempre arredondado para cima. Caso o cálculo do número de descidas dê como resultado um número menor que 2, deverão ser instaladas mesmo assim, pelo menos 2 descidas para qualquer tipo de edificação. Postes metálicos não necessitam de descidas, podendo ter a sua estrutura aproveitada como descida natural.

Nos casos onde for impossível a execução do anel de aterramento inferior dentro de valetas, deverá ser feito um anel de equalizacão a até 4 metros acima do nível do solo.

Caso sejam utilizados cabos como condutores de descida, estes não poderão ter emendas (exceto a emenda no ponto de medição), nem mesmo com solda exotérmica. Evite utilizar descidas com fita de cobre, alumínio ou aço, pois estes possuem normalmente 3 metros, o que acarretaria excessivos pontos de emendas podendo causar problemas quanto à passagem da corrente elétrica.

Anéis de Cintamento:
Os anéis de cintamento assumem duas importantes funções:A primeira é equalizar os potenciais das descidas minimizando assim o campo elétrico dentro da edificação.
A segunda é receber descargas laterais e distribuí-las pelas descidas. Neste caso também deverão ser dimensionadas como captação.
Sua instalação deverá ser executado a cada 20 metros de altura interligando todas as descidas.

Aterramento:
Recebe as correntes elétricas das descidas e as dissipam no solo.Tem também a função de equalizar os potenciais das descidas e os potenciais no solo, devendo haver preocupação com locais de freqüência de pessoas.0 valor máximo da resistência de aterramento de 10 ohms, recomendado, porém, em locaís onde o solo apresente alta resistividade, poderão ser aceitos valores maiores, desde que sejam feitos arranjos que minimizem os potenciais de passo, e que os procedimentos sejam tecnicamente justificados.Quanto a malha de aterramento, o modo mais prático, consiste em colocar uma haste deaterramento tipo “Copperweid” (alta camada = 250u) em cada descida e cabo de cobre nu #50mm2 a 50 cm de profundidade, conectado ás hastes.

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